Vamos... Porque estás a ficar para trás? Lembra-te que os pequenos prazeres da vida não chegam quando queremos quanto mais em abundância.
Deixa-te ir, deixa-te ir e vem comigo, vamos descobrir uma cantinho só meu e teu, sem que ninguém mais se meta. Vamos vasculhar entre as memórias algo que gostariamos de relembrar.
De entre tantas palavras soltas, havemos de criar uma frase, um dialogo, um momento. De tantos pensamentos rígidos e secretos, há de se soltar um e ser grito a ecoar na nossa cabeça. E ser como pássaro livre que ganha liberdade voando longe e alto. Vamos também nós ser pássaros livres, vamos também nós voar livre e para longe. Porque estranhamente sinto-me presa como se quisesse sair e soltar-me e não consiga. Porque sinceramente eu preciso de ir.
Não sinto agora nada que me prenda se não os pensamentos, memórias e lembranças que ainda consiga guardar em caixinha no fundo do meu pensamento. E quando estes aparecem feito bolinhas de sabão eu tento soprar. E tento me livrar de todas as pequenas grandes coisas que me afligem.Porque me estás a soltar a mão? Pretendes fugir do destino ou pretendes afastar-te do que sabes que não consegues mais tu alcançar? Sabes tanto quanto eu que é tão complicado realmente termos o que queremos. Não deixes a minha mão e vamos, vamos procurar o céu, o horizonte, o infinito. Vamos ser pássaro livre. Pássaro feliz. Vamos percorrer o mundo num sopro. Não ligues mais ao teu coração, não ligues mais às tuas vontades, às tuas preocupações, aos teus impedimentos e medos. Não deixes cair aquilo que tanto demorou a levantar. Este sorriso. Este meu sorrisopredileto que não sabe mais como irá sorrir.
Eu... Eu pretendo ser livre. Pretendo ser feliz. Pretendo ser "eu". Um "eu" tanto ou quanto diferente do meu "eu" de agora e tanto ou quanto parecido ao "eu" que eu já fora.
Mas quero novas coisas. Novas aventuras, novos pensamentos, novo "eu".
É pensar num recomeço cheio de vontade victícia de querer mais e desejar superioridade, não aos outros, não sou mais, não sou menos, sou diferente apenas. Quero ser um superior diferente aquilo que já outrora sou considerada para ti.
Eu vou ambiciar demasiado, e quero concretizar, para que um dia não olhe para trás e diga que afinal, eu desistira demasiado. Como sempre acabo fazendo. E tu, ainda continuas aí?
Tu...Se quiseres, vens. Vens descobrir comigo os novos prazeres redundantes indescobertos até então, vem procurar a tua felicidade sendo livre, vem relembrar que ainda podes ser feliz.
Não desistas, porque ser desistente provoca as piores sensações que tu possas imaginar. Ser desistente faz criar vazios impreenchíveis. Vazios ocos de pensamentos complicados e confusos daquilo que devias ter feito mas acabaste por deixar para trás. É isso que queres? Ter sido o que eu já fora e agora não tanto sou. Queres deixar para trás? E para quê? Caminho que é caminho tem curvas, tem buracos e obstaculos, para que te possas relembrar que nada é fácil na vida. Caminho que é caminho não tem volta para trás. Se deres a volta, não é novo caminho, é atalho.
E eu sei como é percorrer atalhos incertos que consuzem ao mesmo caminho. Lutar para ser feliz.
Não quero desistir mais, não quero deixar nada para trás, quero seguir em frente.
E quero que me acompanhes.