a ti..

E tu... Porque estás a falar da morte como se fosse algo banal? Não. Não o é. É um momento que decerto vulgar e certo da vida, desperta sentimentos sufocantes de emoções rebolantes e fortes de dor e anseio.Tu... Tu que achas que consegues superar os teus medos e fingir que está tudo bem... Tu sim, que abalas as tuas crenças e duvidas do verdadeiro.. Mas tens razão, isso fará te crescer.
Mas lá no fundo, sabes que não é banal.. Pensas que está tudo dito, mas a verdade é que não está. Porque perder alguém, mesmo alguém que significa tua vida, teu mundo, não é algo que vale a pensa, que possas pensar que "tudo se resolve". Num momento de ansia e de revolta, só pensas na tua dor. Não pensas em razão, nas tuas crenças, nem no verdadeiro. Num momento de dor, tu choras, tu gritas, tu revoltas-te.

São dúvidas e palavras ditas e invocadas de convicção que tentas demonstrar ao falares que tudo pode desaparecer num momento.. Mas sabes tanto quanto eu que no fundo, encontraste num reboliço de confusão. Onde estão as tuas crenças? Continuas a pensar que não vale a pena sofrer?
Enganaste. Porque sofrer por amor e saber que consequentemente podes voltar a vê-lo, a rever momentos é uma situação. Sofrer por amor e saber que este acabou mesmo no maior fim da vida, tu dás por ti numa revolta. Querias mais. Deixas de sentir-te calmo e pacifico, de defenderes as tuas ideias como se tudo o resto estivesse a agir mal, porque naquele momento, tu começas a agir como todos os outros... Porque naquele momento percebes que és somente uma pessoa vulgar, e uma pessoa vulgar, não é mais do que algo banal, que sofre e chora com dor, mas que também sabe encarar a vida e seguir em frente depois.. Somos assim, somos pessoas que vivemos pensando que temos que viver. Numa confusão de sentimentos que nem paramos para pensar que não há só nós neste mundo...

Por isso, a ti.. Te digo, nós acreditamos em tudo o que queremos acreditar.