o que nos une



Poderia ter sentido mil e uma sensações mas, naquele momento era apenas o teu corpo junto ao meu. A tua mão em volta dos meus cabelos castanhos e a tua face junta à minha. Conseguia ouvir a tua respiração. O fôlego, a velocidade do batimento vindo do teu peito. Sentia o teu corpo colado ao meu. Saberia que daqui a uns grandes minutos, lá ias tu. Partirias rumo ao teu destino, sem certeza que os nossos olhares se cruzarem no dia seguinte. E no outro, e no outro, e no outro. Não são escolhas, não são quereres mas, por enquanto, pode-se dizer que era o nosso destino. Para não dizer, a vida. Enquanto trocávamos palavras de como não nos iríamos esquecer de tantos outros momentos, dissemos adeus. Um adeus tão fraco e silencioso como se quase fosse um impedimento. Foste-te embora e eu fiquei ali parada. Parada sem palavras a dizer, sem pensamentos. A relembrar. Apenas há espera que o tempo passa-se e eu espera-se por ti de novo. Levantei-me repentinamente, olhei para o céu e pensei, é aquela estrela que nos une.